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Sobre Jacqueroll

Brasileira com muito orgulho, apaixonada pela cultura japonesa (j-pop/Johnny's/dorama/manga/anime/nintendo/日本語), arashian (嵐) e gamer (RPGs).

A lua que olhei

A lua é cúmplice da nossa história
Pra ela, somos protagonistas incansáveis
Seja de noite ou de dia
Seu brilho nos acompanha
No primeiro encontro, também estava lá
Só não reparei ou olhei pra nada
Parei e vi uma luz vindo na minha direção
Que, por sinal, tornou-se o brilho lunar que eu precisava
O amor, você sabe, tem fases
Começa como um sopro
Transforma-se em alegria
Depois vira um motivo pra seguir em frente
Há momentos crescentes
Situações minguadas
Conflitos que pegam em cheio
E, se for verdadeiro, aparece uma nova razão pra querer mais
Nosso amor não é de lua
E nem é montanha-russa
Mas tenho certeza que seus altos e baixos
Contrastes à parte
Fazem minha vida mais plena
Já decorei seu calendário
E tô com vontade de acertar teus ponteiros
Para o nosso relógio andar juntinho
Hoje, amanhã e um bocado de sempre.

Quando olho para o céu
Vejo formas que a natureza moldou
Você é uma delas!

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“Flame you came to me
Fire meet gasoline
Fire meet gasoline
I’m burning alive
I can barely breathe
When you’re here loving me
Fire meet gasoline
Fire meet gasoline.”


Melodia do sim, rima do não

A música elucida a saudade em letras que queimam cada rima.
Os versos traduzem separação em nãos de agonia.
Nada disso reflete o que sinto,
mas contagia o sentimento que domina meu dia a dia.
Agora só penso em reencontrar o motivo da minha alegria.

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“Me desapropria o rumo, o prumo, juro me padeço com você
Me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia
Outro porquê.”


Temporalidades

Todo minuto tem 60 segundos de história
Toda história que se preze tem começo, meio e fim
Todo fim tem um meio que veio do começo
Toda regra passa bem longe de mim.

Há duas páginas que se unem
Sem ponto final ou reticências
Numerações que agem como o tempo
Insistente em afetar nossa existência

Duas vidas ao se encontrar
Um segundo pra renascer
Foi apenas um olhar
Pra jamais esquecer.

“Come together, right now
Over me.”


Castanhamente iguais

Quando seus olhos alcançaram os meus
Já estava deitada, esperando pelas suas mãos
Que em segundos já estavam percorrendo meu corpo
Ainda morno à espera do seu calor
Nosso desejo sufocou cada canto do quarto
A respiração se tornou uma só
Quando sua boca já dominava minha pele
(aumentando e diminuindo o ritmo)
Só pude sentir o êxtase arrepiá-la
Impulsionando todas as sensações guardadas

Aqueles olhos castanhos encontraram os meus
(castanhamente iguais)
E depois daquela noite de horas não contadas
Vi que há um universo a descobrir
Sonhos a compartilhar
Metade do meu sorriso pra sorrir

Observei cada detalhe seu enquanto dormia
Sua pele clara brigava com a luz fraca
Da manhã de domingo
Insistente em querer abalar tua beleza
(invencível até em silêncio)
Fiquei quietinha pra jamais esquecer
A tranquilidade que é te amar.

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 “Hoshizora to tsuki to hanabi no shita
Natsu no kaori suru kimi no basho de
Kisetsu ga kuru tabi ni
Omoidashite naita
Demo mou daijoubu…”


Etiqueta do adeus

Comecei a te esquecer no momento em que se lembrou de dizer adeus. Ser deixada para trás tem dessas. Parece menos pior quando existe uma troca de palavras antes do fim definitivo, quando ainda existe um nós para tentar explicar os buracos da relação. É um momento precioso tentar curar as feridas com exclamações do passado, com direito a “era assim, né?”, “éramos felizes e não sabíamos” ou “tudo mudou e agora estamos aqui, nos separando, cada um partindo para um novo amanhã”. Ele diz, eu digo, nós dizemos. É um sentimento mútuo, decisões cúmplices, que no calor do adeus parecem suportáveis, mas na solidão do colchão à noite, o teto desmorona e você percebe que o jogo se repetiu como da última vez. O não deu certo cansa, e é nesse momento que todas as culpas parecem pular dentro de sua cabeça como uma dor que causa pontadas agudas. Aí você se levanta, pega um copo d’água e começa a tentar entender o que foi toda aquela conversa que tiveram à tarde. Parecia tão fácil aceitar o fim. Parecia tão simples dizer adeus e partir. Afinal, você é madura o suficiente para sacar quando tudo está uma merda e não há mais nada que nos prenda. E não há sono. Não há café forte. Não há motivos para sonhar. A inquietude toma conta do seu quarto e a angústia domina cada cantinho do seu coração. A maldita angústia, que tenho certeza que arrancará todos os meus sorrisos pela manhã e que me arrastará por dias, como uma gripe mal curada, um dente de siso que adora te encher de dor. Começo a discutir comigo mesma, pergunto-me o que estou fazendo com meus dias. Até os fins de semana tornam-se pesos mortos. A intolerância se faz presente e a única vontade que resta é a de beber. Não para esquecer, mas sim para lembrar cada detalhe e, em seguida, rir de tudo. É óbvio que depois do show só resta aquela maquiagem destruída, batom no copo e olhares piedosos. É quando esqueço de quem desejo e começo a procurar quem poderia desejar, a partir daquele momento. Toda aquela gente próxima, alvos potenciais, mas que não estão envolvidos sentimentalmente comigo. As possibilidades se jogam em cima de mim. Meu cérebro começa a misturar nós, o cara do meu lado e aquele namoradinho do colegial. É tão confuso gostar de alguém, viver uma história, perceber que não dá mais certo e depois começar a remoer cada detalhe, buscando respostas que não existem. Você começa a comparar todos eles, homens incríveis, que não se conectam e que só existem em sua cabeça alcoolizada. Isso é falta de entrega, garota. Preciso de um beijo de verdade, agora, e que não venha com a etiqueta de mais um adeus.


Aviso :)

Hello, hello!

Aos que acompanham o blog, gostaria de compartilhar algo: não escrevo apenas sobre os meus sentimentos e experiências. Muito do que é encontrado neste espaço é ficção que, obviamente, mistura-se com o que sinto no momento em que coloco tudo para fora em forma de palavras. Ultimamente tem surgido uma vontade avassaladora de escrever sobre o universo que me rodeia diariamente, que é cheio de possibilidades que me afetam profundamente. Espero que gostem dessa nova “temática”. Poesia é uma delícia, mas é limitada. Por isso, quero extravasar com prosa, ensaios e crônicas.


Duas taças

O que me diz de todas essas mentiras? Anos e anos escutando as mesmas histórias, sem fim, perdida em meio a todo esse egoísmo profundamente enraizado em complexos adolescentes. Você brincava comigo todas as noites e eu adorava. Só queria estar ali, sempre à disposição, para satisfazer seus caprichos noturnos – muitas deles diurnos -, mas quem se importa? Tudo aquilo era uma delícia sem fim. Uma mentirinha aqui e ali nunca me afetou tanto assim. Não digo que sou daquelas que finge não sentir o que sente, até porque nunca fui capaz de tal feito. Estou à flor da pele agora, como estava ontem às 2h da madrugada. E às 2h10 te liguei, afinal, sempre fui um tanto quanto ligada em horas exatas, momento certo, o tal time das coisas. Queria te surpreender, o que não é uma novidade. É tão bom pegar alguém desprevenido – mas eu prefiro ser pega desprevenida, mas as pessoas não são tão imprevisíveis como eu gostaria que fossem. Perturbei sua noite com um telefonema, e você disse que não, que estava tudo bem e que era ótimo ouvir minha voz àquela hora da madrugada. Expressei alguma felicidade? Lógico. Que mulher não pularia com uma afirmação dessas? Ainda mais quando se está loucamente apaixonada por um boêmio. Consegui até sentir o tilintar dos gelos de sua taça. Quem dera se eu estivesse do seu lado, não do outro, no escuro, sozinha e tomando uma taça semelhante, mas sem gelo. Eu brinquei com o fio do telefone enquanto falava, quando o silêncio se instalou entre nós. Tentei emendar uma história qualquer da nossa semana conturbada, distante, mas nada surgiu para suturar o veneno da ausência de som. Minto, conseguia ouvir vozes e a sua respiração, que não parecia entediada, para o meu alívio momentâneo. Foi nesse momento que você resolveu dizer que precisava desligar e, inconsciente daquilo tudo, apenas consenti e disse que precisava dormir. Que tristeza. Era um sábado, às 2h30 da madrugada, e eu estava tomando todas no meu apartamento, sozinha, ouvindo She & Him, pensando o quanto essas músicas combinam com a minha vidinha miserável. “I Was Made For You”, “I Thought I Saw Your Face Today” e a que mais me deixa inconsolável “Me and You”. Ah! Odeio sentir essa vontade louca de sair pela noite à sua procura. Bater na porta de seu apartamento sem ser convidada e, quando abrir a porta, jogar-me em seus braços e beijar cada pedacinho de pele em seu rosto, pular para seu corpo e esquecer que amanhã é segunda-feira.


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