A volta completa

Mesmo que sua ausência seja notada pelo tempo, e tenha que partir quando o destino se cumpre, peço apenas poucos minutos a te contemplar no escuro, com a lua a nos observar.

Não que neste momento ela se faça presente, mas em qualquer lugar minhas pupilas encontram teu reflexo, que não ofende nem a claridade do luar.

Tardes claras em meio à neblina incessante, que insiste em insistir a tua presença. Pálidas nuvens brincam entre os raios solares, escondendo-se sobre montanhas à sua procura.

Tua voz se faz escultura perante os meus ouvidos, que permitem inércia embriagada por suas doces palavras.

Dias preguiçosos de pura preguiça, não condenam tua face que se encosta à minha, furtiva às sessões cinéfilas ao som do bater e fechar de portas.

Escrevi teus gestos no suor da chuva, que percorria a janela em volta de meus dedos, que sonham por teus fios e mãos ao vento.

Obrigada por compartilhar noites intensas, de sombras a brincar nas paredes verdes do seu quarto, que escondem o reflexo do nosso encontro no presente mais que perfeito.

“Baby, I’m yours (baby, I’m yours)
And I’ll be yours (yours) until the stars fall from the sky,
Yours (yours) until the rivers all run dry
In other words, until I die.”

Sobre Jacqueline Alves

Redatora, estudante de japonês, aspirante a poetisa, cinéfila, rocker, escorpiana, desassossegada, anime girl e leitora assídua de mangás. Ver todos os posts de Jacqueline Alves

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